A
seguir reproduzimos o manifesto assinado por distintas organizaçons da
esquerda soberanista e independentista galega com motivo do dia Pátria.
Viva a Pátria Galega!
A
Galiza é umha naçom oprimida polo Estado espanhol. Esse submetimento
fai parte da história, mas também estende os seus tentáculos na
atualidade, para garantir a perpetuaçom de um sistema baseado no fomento
das desigualdades.
Na
carência de soberania radicam a imensa maioria dos graves problemas que
padecemos todas as persoas que conformamos este povo e como naçom. Por
isso, frente às reivindicaçons soberanistas das naçons que integram o
Estado espanhol, este responde impulsando um forte processo de
recentralizaçom e anulaçom dos direitos nacionais e de repressom
constante contra aqueles homens, mulheres, organizaçons e luitas que os
reivindicam.
O
atraso secular que arrastamos deriva da exploraçom económica, da
dominaçom política e da assimilaçom cultural a que a Galiza se vê
submetida por Espanha, um Estado que conculca os mais elementares
direitos coletivos de umha naçom como a Galiza, um Estado que
impossibilita o exercício do direito de autodeterminaçom recolhido em
todos os tratados e protocolos internacionais.
A
crise económica, política, institucional do regime espanhol acelerou a
recentralizaçom e a implementaçom de um conjunto de medidas tendentes a
destruir a nossa identidade nacional e a reforçar os mecanismos de
dependência que visam inviabilizar-nos economicamente.
A
crise económica está a ser a coartada empregada polo Governo espanhol
para aplicar toda umha serie de políticas neoliberais ditadas pola
Troika, que estám a arruinar as classes populares e o conjunto do povo
galego. Roubam-nos direitos laborais, empobrecem os salários,
expulsam-nos para a emigraçom, impedem a capacidade de produzir dos
nossos setores produtivos e industriais básicos, condenam-nos ao
desemprego e à precariedade, arrastam-nos até a exclusom social,
deterioram e privatizam os serviços públicos, despejam-nos das nossas
vivendas…
É
evidente que a situaçom económica e social do povo galego será outra se
possuirmos um sistema financeiro próprio, se tivermos capacidade para
decidir diretamente as políticas agrárias, pesqueiras ou as que tenhem a
ver com as potencialidades da nossa indústria naval, se dispugermos de
capacidade para decidir a ordenaçom do nosso território, e se
acreditarmos na nossa lingua e cultura como genuína expressom da nossa
maneira de tripar a terra. O povo galego está a padecer as conseqüências
devastadoras da ausência de soberania no quadro de umha crise do
sistema capitalista e da crise de umha UE radicalmente neoliberal,
dominada polos mercados financeiros. Numha tentativa de frear a vontade
de soberania e democracia dos povos, suportamos um dramático processo de
involuçom de direitos e liberdades.
Perante
esta adversa situaçom, um setor destacado deste povo temos a firme
determinaçom de exercer como galegas e galegos, de recuperar os direitos
nacionais perdidos, de caminhar mediante a ruptura democrática para um
processo constituinte que culmine na proclamaçom da República da Galiza,
pois é a única forma para sentarmos as bases de um verdadeiro
desenvolvemento económico e social, da criaçom de emprego, da
recuperaçom dos direitos sociais e da qualidade de vida do povo galego.
Por todo isto, perante o Dia da Pátria de 2014, as forças políticas, sindicais e sociais abaixo assinadas apelamos:
1.
Ao nosso povo para secundar ativamente todas aquelas iniciativas
patrióticas promovidas nas vindeiras semanas ao longo da Naçom que
reclamem o direito a decidir, a soberania e a independência nacional da
Galiza.
2. A pendurar nas varandas, janelas, fachadas de casas e vivendas, o emblema nacional da nossa pátria, a bandeira da Galiza.
3.
A reclamarmos, coletivamente, a começar polo povo Galego, o direito dos
povos a viverem em liberdade, com base nos principios básicos de
autodeterminaçom e de justiça.
Galiza, de 22 julho de 2014.
* AGIR
* Bloque Nacionalista Galego (BNG)
* BRIGA
* Causa Galiza
* Ceivar
* Central Obreira Galega (COG)
* Comités
* Confederaçom Intersindical Galega (CIG)
* Federación Rural Galega (FRUGA)
* Galiza Nova
* Liga Estudantil Galega
* NÓS-Unidade Popular (NÓS-UP)
* Partido Comunista do Povo Galego (PCPG)

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