terça-feira, 1 de julho de 2014

MANIFESTAÇOM UNITARIA JUVENIL 24-J. A MOCIDADE GALEGA MANTENDO VIVA A GALIZA.

Hoje , mais um ano, foi apresentada em Compostela a manifestaçom juvenil unitaria para o 24 de julho. A continuaçom o manifesto assinado polas 8 organizaçons convocantees. AGIR, AMI, Briga, Comites, Galiza Nova, Isca!, LEG e Xeira. 



A MOCIDADE GALEGA  MANTENDO VIVA A GALIZA. INDEPENDÊNCIA!


 














No 24 de julho de 2013, as moças e moços da esquerda nacionalista e independentista galega saíamos às ruas na véspera do Dia da Pátria para manifestar umha clara e unánime vontade: a de sermos artífices do nosso próprio futuro, luitar e conquistar a independência para o nosso país.


E a pesar do silenciamento da prensa sistémica, nom fomos dúzias mas centos @s jovens que participamos dumha nutrida manifestaçom de rebeldia e orgulho juvenil, umha manifestaçom de entusiasmo e alegria daquelas e aqueles que ansiamos umha Galiza soberana e com futuro.

Hoje, só um ano depois daquela memorável data para o movimento juvenil galego, podemos afirmar sem qualquer medo a equivocar-nos que ainda contamos mais razons para sair às ruas e reivindicar mais alto e com mais vozes, que Espanha, o Patriarcado e o Capital som os piores inimigos da juventude galega.


E é que desde 24 de julho de 2013 somos 27.000 jovens menos na Galiza; 27.000 jovens que fugírom ao verem negado o acesso a um trabalho digno na sua terra. Em menos de 5 anos, perdemos 120.000 galeg@s de entre 15 e 30 anos, acelerando-se tragicamente a grave crise demográfica que sofre o nosso país.

O desemprego juvenil aumentou 35%, e os nossos salários e condiçons laborais empiorárom ao ritmo em que a UE, por meio da Troika, continuou impondo a aplicaçom de medidas destinadas a fomentar mobilidade e flexibilidade, isto é, emigraçom e precariedade laboral para a juventude trabalhadora.


Nom encontramos como independizar-nos economicamente e abandonar a adolescência alargada da qual nos culpam, mas em cuja falta de autonomia juvenil querem que vivamos. Apenas 1 em cada 5 menores de 30 anos vivem emancipad@s, e baixando…

No último ano, aprovou-se umha lei que anula o direito das mulheres a decidirmos sobre os nossos corpos, que clandestiniza o aborto e impom legalmente a maternidade.


7 mulheres fôrom assassinadas polo terrorismo machista.


A nossa língua perdeu 25.000 falantes.


Aprovou-se a elitista, espanholista e machista LOMQE, um dos mais duros ataques contra o ensino galego e público dos últimos anos que afunda na perseguiçom da nossa língua nas aulas.

Conhecemos também a sentença que deixava impunes aos responsáveis da maior catástrofe ambiental que sofreu a Galiza, deixando claro o mais absoluto desprezo do capitalismo espanhol por umha naçom na que apenas vêem recursos materiais e humanos que explorar a baixo custo para o seu benefício. Desprezo polo nosso povo que ficou claramente constatado quando a deficitária segurança e estado das infraestruturas de comunicaçom se saldou com a morte de dúzias de pessoas em Angróis numha clara negligência ferroviária pola qual os responsáveis políticos ainda nom respondêrom.


E assistimos a um progressivo aumento da repressom contra os movimentos sociais e a militáncia independentista, que continua a sofrer a contínua perseguiçom e intoxicaçom do aparelho repressivo espanhol, assim como a aplicaçom de medidas de exceçom e formas de tortura ilegal como a dispersom penitenciária contra @s pres@s polític@s galeg@s.

Em síntese, em apenas um ano, vimos diante dos nossos olhos como as agressons do Capital, Espanha e o Patriarcado se multiplicárom, e se dirigírom certeiramente contra @s jovens, contra as mulheres e contra o nosso povo.


Forçando-nos a emigrar, condenando-nos ao desemprego ou a precariedade laboral, proibindo-nos decidir sobre os nossos corpos, impedindo-nos o acesso a um ensino galego, público e de qualidade, degradando e minorizando a nossa língua, fazendo do nosso país um imenso território onde enriquecer empresas eólicas, hidráulicas, da minaria ou petroleiras que nom serám punidas pola brutal destruiçom ecológica da que som responsáveis, e como nom, perseguindo e castigando exemplarmente a quem ousamos erguer a voz.

Por todo isto, nós jovens galegas e galegos de 2014, afrontamos este 24 de julho, véspera do Dia da Pátria, carregadas de argumentos para sair à rua a manifestar que nom estamos dispostas a que continuem a destruir o nosso futuro, a nossa naçom, as nossas vidas.

É por isso que a mocidade da esquerda nacionalista e independentista galega enviamos umha mensagem urgente ao conjunto da juventude do nosso país, chamando a juntarmos vozes e forças, a auto-organizar-nos para avançar no processo de auto-determinaçom do nosso povo face umha necessária república galega.
 
Com rebeldia e entusiasmo, criaremos um verdadeiro refacho de poder juvenil que rachará com as cadeias do Patriarcado, do Capital, e deste cárcere de povos que é Espanha.


VIVA GALIZA CEIVE.

INDEPENDÊNCIA.

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