A MOCIDADE GALEGA MANTENDO VIVA A GALIZA. INDEPENDÊNCIA!
No 24 de julho de 2013, as moças e moços da esquerda nacionalista e independentista galega saíamos às ruas na véspera do Dia da Pátria para manifestar umha clara e unánime vontade: a de sermos artífices do nosso próprio futuro, luitar e conquistar a independência para o nosso país.
E
a pesar do silenciamento da prensa sistémica, nom fomos dúzias mas
centos @s jovens que participamos dumha nutrida manifestaçom de rebeldia
e orgulho juvenil, umha manifestaçom de entusiasmo e alegria daquelas e
aqueles que ansiamos umha Galiza soberana e com futuro.
Hoje,
só um ano depois daquela memorável data para o movimento juvenil
galego, podemos afirmar sem qualquer medo a equivocar-nos que ainda
contamos mais razons para sair às ruas e reivindicar mais alto e com
mais vozes, que Espanha, o Patriarcado e o Capital som os piores
inimigos da juventude galega.
E
é que desde 24 de julho de 2013 somos 27.000 jovens menos na Galiza;
27.000 jovens que fugírom ao verem negado o acesso a um trabalho digno
na sua terra. Em menos de 5 anos, perdemos 120.000 galeg@s de entre 15 e
30 anos, acelerando-se tragicamente a grave crise demográfica que sofre
o nosso país.
O
desemprego juvenil aumentou 35%, e os nossos salários e condiçons
laborais empiorárom ao ritmo em que a UE, por meio da Troika, continuou
impondo a aplicaçom de medidas destinadas a fomentar mobilidade e
flexibilidade, isto é, emigraçom e precariedade laboral para a juventude
trabalhadora.
Nom
encontramos como independizar-nos economicamente e abandonar a
adolescência alargada da qual nos culpam, mas em cuja falta de autonomia
juvenil querem que vivamos. Apenas 1 em cada 5 menores de 30 anos vivem
emancipad@s, e baixando…
No
último ano, aprovou-se umha lei que anula o direito das mulheres a
decidirmos sobre os nossos corpos, que clandestiniza o aborto e impom
legalmente a maternidade.
7 mulheres fôrom assassinadas polo terrorismo machista.
A nossa língua perdeu 25.000 falantes.
Aprovou-se
a elitista, espanholista e machista LOMQE, um dos mais duros ataques
contra o ensino galego e público dos últimos anos que afunda na
perseguiçom da nossa língua nas aulas.
Conhecemos
também a sentença que deixava impunes aos responsáveis da maior
catástrofe ambiental que sofreu a Galiza, deixando claro o mais absoluto
desprezo do capitalismo espanhol por umha naçom na que apenas vêem
recursos materiais e humanos que explorar a baixo custo para o seu
benefício. Desprezo polo nosso povo que ficou claramente constatado
quando a deficitária segurança e estado das infraestruturas de
comunicaçom se saldou com a morte de dúzias de pessoas em Angróis numha
clara negligência ferroviária pola qual os responsáveis políticos ainda
nom respondêrom.
E
assistimos a um progressivo aumento da repressom contra os movimentos
sociais e a militáncia independentista, que continua a sofrer a contínua
perseguiçom e intoxicaçom do aparelho repressivo espanhol, assim como a
aplicaçom de medidas de exceçom e formas de tortura ilegal como a
dispersom penitenciária contra @s pres@s polític@s galeg@s.
Em
síntese, em apenas um ano, vimos diante dos nossos olhos como as
agressons do Capital, Espanha e o Patriarcado se multiplicárom, e se
dirigírom certeiramente contra @s jovens, contra as mulheres e contra o
nosso povo.
Forçando-nos
a emigrar, condenando-nos ao desemprego ou a precariedade laboral,
proibindo-nos decidir sobre os nossos corpos, impedindo-nos o acesso a
um ensino galego, público e de qualidade, degradando e minorizando a
nossa língua, fazendo do nosso país um imenso território onde enriquecer
empresas eólicas, hidráulicas, da minaria ou petroleiras que nom serám
punidas pola brutal destruiçom ecológica da que som responsáveis, e como
nom, perseguindo e castigando exemplarmente a quem ousamos erguer a
voz.
Por
todo isto, nós jovens galegas e galegos de 2014, afrontamos este 24 de
julho, véspera do Dia da Pátria, carregadas de argumentos para sair à
rua a manifestar que nom estamos dispostas a que continuem a destruir o
nosso futuro, a nossa naçom, as nossas vidas.
É
por isso que a mocidade da esquerda nacionalista e independentista
galega enviamos umha mensagem urgente ao conjunto da juventude do nosso
país, chamando a juntarmos vozes e forças, a auto-organizar-nos para
avançar no processo de auto-determinaçom do nosso povo face umha
necessária república galega.
Com rebeldia e entusiasmo, criaremos um verdadeiro refacho de poder juvenil que rachará com as cadeias do Patriarcado, do Capital, e deste cárcere de povos que é Espanha.
VIVA GALIZA CEIVE.
INDEPENDÊNCIA.
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